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segunda-feira, 11 de maio de 2020

No Reino dos Fungos - As Leveduras

Foto de pão de Couleur por pixabay


Continuamos no Reino dos Fungos, mas desta vez vamos falar de leveduras.
As leveduras são fungos microscópicos (microrganismos) unicelulares (cada indivíduo tem uma só célula), mas que se desenvolvem formando colónias (milhares de células que se tornam visíveis).
Há leveduras úteis e leveduras patogénicas (causam doenças).
Começamos pelas patogénicas - a mais conhecida é a Candida albicans. É uma levedura que vive habitualmente no nosso intestino grosso, mas que em determinadas condições, reproduz-se de forma agressiva e causa a doença Candidíase. Afeta principalmente a vagina, uretra e pode afetar também a boca e a garganta. Causa irritação, placas brancas grumosas (as colónias de Candida) e comichão. A doença instala-se quando há fatores de desequilíbrio no organismo, por exemplo, outra doença, consumo excessivo de açúcares e stress. Para combater esta doença é necessário repor o equilíbrio e há alguns medicamentos receitados pelo médico que ajudam.
Ficaram para o fim as leveduras boas. E é aqui que entra a fotografia que ilustra este texto. O que é que o pão tem a ver com leveduras? Para se fazer pão como o da imagem, é preciso juntar à farinha - água, sal e... leveduras. Elas atuam utilizando os açúcares presentes na farinha e durante o processo de fermentação produz-se dióxido de carbono, que faz com que a massa do pão aumente de volume. Quem já fez pão sabe que é preciso deixar a massa a levedar (nome que vem da levedura), para que cresça e fique fofo e arejado com a consistência que gostamos num pão. 
A mesma levedura também é usada para o fabrico de cerveja, através da fermentação dos açúcares presentes nos grãos de cevada ou milho. Na fermentação produz-se álcool e dióxido de carbono (a cerveja é uma bebida alcoólica e gaseificada naturalmente).
E qual o nome desta fantástica levedura que nos ajuda a produzir alimentos? O nome é Saccharomyces cerevisiae. Nossa amiga, nossa aliada. As leveduras gostam de humidade alta, escuro, temperatura amena e açúcares.
Vamos fazer pão?



sexta-feira, 1 de maio de 2020

Desinfeção, Assépsia ou Esterilização?

Com o aparecimento do novo vírus SARS-Cov-2, causador da doença pandémica, Covid-19, a DGS definiu medidas de combate à propagação do vírus e, duas delas são: desinfetar as superfícies  e lavar frequentemente as mãos. O que é desinfetar? Quando lavamos as mãos estamos a desinfetá-las? E o que é esterilizar?
Quando utilizamos substâncias químicas sobre a pele, estamos a fazer um processo de assépsia. A substância utilizada, o álcool, por exemplo, vai matar a maior parte dos microrganismos na superfície da pele, mas não mata os esporos formados por alguns grupos de microrganismos para se reproduzirem e, por isso, não é um esterilizador.
A desinfeção é como a assépsia, mas utiliza-se em superfícies (chão, bancadas de cozinha e casa de banho, utensílios, etc). Um exemplo de um bom desinfetante é a lixívia, porque mata rapidamente a maioria dos microrganismos.
Já a esterilização mata todos os tipos de microrganismos presentes e os esporos por eles formados, impedindo a sua propagação. Um método caseiro muito simples de esterilizar um objeto é ferve-lo durante 10 minutos. Faz-se isso com as chupetas e biberões dos bebés, não é? 
Agora que já sabemos a diferença entre os três termos, e já que estamos todos a precisar de usar desinfetantes e ter hábitos de higiene constantes, aqui vai uma receita rápida de Álcool gel caseiro (serve como agente assético ou como desinfetante):

Misturar três partes de álcool (70º ou 90º) com uma parte de gel de Aloe vera e colocar num recipiente doseador.

Quem não sabe o que é Aloe vera, aqui vai um link para consulta: https://pt.wikipedia.org/wiki/Aloe_vera


quinta-feira, 30 de abril de 2020

Os Microrganismos (de novo)

Voltamos a falar hoje de microrganismos! Mais propriamente de um grupo de microrganismos  - os Lactobacillus. É um género de bactérias em forma de bastão (como uma salsicha supermicroscópica) e que existe nos laticínios. Os Lactobacillus casei, Lactobacillus acidophilus, lactobacillus bulgaricus, por exemplo,  estão presentes no leite e, em quantidades adequadas, ajudam a produzir o iogurte. São micróbios bons, ou, como dizemos em Ciências, benéficos. Algumas pessoas pensam - "Que horror! Estou a comer micróbios?!" - mas só pensam isso, porque desconhecem a importância destes "bichinhos" no nosso organismo. 
Estas bactérias conseguem chegar vivas ao nosso intestino. E olhem que isso é obra! Têm de atravessar o estômago, que tem um ambiente tremendamente ácido. Mas elas têm mecanismos de resistência ao suco gástrico e chegam vivas aos intestinos delgado e grosso e multiplicam-se, ajudando o nosso organismo a combater os micróbios maus (numa competição entre espécies) e ajudando também a produzir vitaminas que melhoram a nossa resistência às doenças. Melhoram a nossa imunidade natural. É ou não é, uma boa ação?
Os Lactobacillus utilizam a lactose que há no leite e transformam-na em ácido lático. Por isso é que o iogurte tem um sabor azedo. O iogurte natural, é claro. Se tiver adoçantes, aromatizantes e outros aditivos, não se nota esta característica do iogurte. Mas para a nossa saúde, optem pelo natural, que é melhor. Leiam os rótulos e, se quiserem produzir iogurte caseiro, aqui vai uma receitinha muito simples:

Ingredientes

1 litro de leite gordo UHT (ultra pasteurizado)
1 copo de iogurte natural sem açúcar

Modo de preparação


  • Aquecer o leite (a temperatura ideal é aquela em que conseguimos colocar um dedo no leite e aguentamos lá estar por uns segundos);
  • Mexer o iogurte e adicioná-lo ao leite morno;
  • Colocar num recipiente (ou em vários copos); 
  • Colocar os recipientes numa caixa que mantenha a temperatura amena (pode ser uma mala ou saco térmico, uma caixa envolta num cobertor ou pano grosso, uma panela de pressão fechada, etc);
  • Deixar num local ameno por 12 horas.
E aí está o vosso iogurte. Bom apetite!!! E até à próxima!