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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Serra do Bouro

 

Vista do OceOceano Atlântico a partir do Miradouro da Boavista
Vista do Miradouro da Boavista 

A Serra do Bouro situa-se na zona centro oeste de Portugal.

Tem como limites, as Caldas da Rainha, sede do concelho à qual pertence; a Foz do Arelho a sul e Salir do Porto mais a Norte.

A Serra atinge uma altitude máxima de cerca de 160 metros, formando um conjunto de falésias sobre o oceano Atlântico, de grande beleza e impacto; a força da natureza é evidente quando se está a percorrer a estrada marginal entre a Foz do Arelho e o miradouro da Boavista (Estrada Atlântica) - de um lado tem-se o mar; do outro lado tem-se o vale, onde se avista a cidade das Caldas da Rainha e as aldeias do concelho.

Faz parte de um conjunto de freguesias que pertencem às Caldas da Rainha, com pouco mais que 700 habitantes. É rica em património natural - praias selvagens, falésias, trilhos naturais, flora e fauna.

Uma zona calma, longe da multidão, aonde a natureza ainda é quem reina. Merece uma visita.

Freguesia - Santo Onofre e Serra do Bouro

Concelho - Caldas da Rainha

Distrito - Leiria

Região - Estremadura

Veja o mapa aqui


Miradouro da Boavista - Fotografia de Conceição Santos
Miradouro da Boavista




Papoilas - fotografia de Conceição Santos
Papoilas - espécie Papaver rhoeas







domingo, 24 de outubro de 2021

Cogumelo Estrela-da-terra

 

Estrela-da-terra fotografia de Conceição Santos, Lousada


















Nome Comum: Estrela-da-terra

Nome Científico: Astraeus hygrometricus

Ambiente: Terrestre

Habitat: Florestas de perenifólias e caducifólias; brota da terra (daí o seu nome)

Características: Fungo em forma de estrela com uma zona central onde se formam os esporos. Estes, libertam-se por ação do vento, chuva ou contacto com seres vivos.

Reprodução: Realiza-se através da germinação dos esporos; ocorre na primavera e outono

Curiosidades: É uma espécie higrométrica - com humidade, fica com o aspeto de estrela e se o ambiente está seco, os braços da estrela ficam caídos. Não é comestível

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Máscaras descartáveis - da proteção à poluição!!!

 

Máscara solta nas dunas de S. Félix da Marinha










No combate ao vírus Sars-cov-2, causador da doença Covid-19, foram introduzidas em massa, as máscaras descartáveis.

Estes novos objetos de uso diário protegem a população da disseminação do vírus, porque filtram as partículas que são expelidas pela nossa respiração, evitando contagiar os outros ou espalhar o vírus nas superfícies e no ar.

São benéficas nesse aspeto. No entanto, dado o elevado número de máscaras em circulação e a inerente produção de lixo, torna-as um fator de poluição. Esta poluição é agravada pelo tipo de material de que as máscaras são feitas - poliéster, polipropileno, poliestireno... - materiais não biodegradáveis. A forma descuidada como as máscaras são descartadas agrava a poluição. Atiram-se, após a utilização, para um depósito de lixo ou pior, para o chão. Não se retiram os elásticos que podem causar graves danos em alguns animais terrestres e aquáticos. Voam arrastadas pelo vento e espalham os microrganismos por onde passam e pousam.

Protegermo-nos do vírus é importante. Mas devemos proteger também o meio ambiente.

Regras de utilização e descarte de máscara facial:

Preferencialmente, utilizar máscaras reutilizáveis de tecido;

No caso de serem descartáveis, retirar a máscara do rosto com cuidado e cortar os elásticos;

Colocar a máscara num recipiente fechado - reservatório de máscaras;

Depositar as máscaras em contentores próprios para o efeito... Ups!!!! Ainda não há contentores próprios para o efeito?!!!!! Um ano e meio depois?!!

Vamos todos cuidar da nossa saúde e do ambiente.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Estorno

 

Estorno nas dunas da Praia do Poço da Cruz fotografia de Conceição Santos


Nome comum: Estorno

Nome científico: Ammophila arenaria

Características: Planta dunar com caule rizomatozo e folhas muito longas, duras, mas flexíveis; forma tufos que variam entre um verde claro e um beje amarelado; é uma gramínea que pode chegar a atingir um metro e meio de altura, se tiver as condições ideais (nutrientes e água); desenvolve-se em toda a faixa costeira de Portugal

Floração: Ocorre entre abril e junho e a flor forma uma espiga alta, da qual surge o fruto

Importância: É uma planta extremamente importante para a fixação das areias e para a formação das dunas; o caule em forma de rizoma forte e as suas raízes, agarram as areias e prendem-nas, evitando que se dispersem com os frequentes e, muitas vezes, fortes ventos do litoral; serve de alimento e abrigo a alguns animais

Paisagem dunar com Estorno

Estorno nas dunas de S. Félix da Marinha fotografia de Conceição Santos


sábado, 25 de julho de 2020

Cardo-Marítimo

Cardo-marítimo nas dunas de S. Félix da Marinha, fotografia de Conceição Santos

Nome comum: Cardo-marítimo 

Nome científico: Eryngium maritimum

Características: Planta dunar herbácea, com caule ramificado e folhas recortadas e espinhosas, de cor verde azulado claro e com aspeto coriáceo, o que lhe permite suportar a forte exposição ao sol e ao vento, assim como evitar perdas de água; é uma planta halófila (suporta meio salino); desenvolve-se em toda a faixa costeira de Portugal

Floração: Ocorre entre maio a setembro; as flores são de cor roxa, das quais surgem frutos escamosos e com ganchos

Importância: A planta é importante para a fixação das areias das dunas e serve de alimento a alguns animais; pode ser usada como planta ornamental

Paisagem dunar com cardo-marítimo
Cardo-marítimo no Parque das dunas da Aguda, fotografia de Conceição Santos

sábado, 18 de julho de 2020

Cordeirinhos-da-Praia


Cordeirinhos-da-praia nas dunas da praia do Bocamar, fotografia de Conceição Santos








Nome comum: Cordeirinhos-da-praia

Nome científico: Otanthus maritimus

Características: Planta herbácea com caule rizomatoso e folhas pequenas e lanceoladas cobertas por uma penugem de cor cinza claro, quase branco; a espécie é carnuda (reserva água no seu interior) e halófila (suporta o meio salino que a envolve)

Floração: As flores são amarelas e surgem de maio a agosto

Habitat: Vivem nas dunas das praias em todo o litoral português

Importância: Fixam as areias ajudando na formação do ecossistema dunar e servem de alimento a alguns animais; podem ser usadas como infusão medicinal contra excesso de ácido úrico

Paisagem dunar com Cordeirinhos-da-praia


Paisagem dunar com Cordeirinhos-da-praia em S. Félix  da Marinha, fotografia de Conceição Santos

sábado, 11 de julho de 2020

Dunas - Um Ecossistema Incrível



Estamos no verão e apetece passear junto à maravilhosa costa portuguesa. De norte a sul do país temos mar. E temos dunas.
As dunas são a transição entre a zona continental e a praia. São ecossistemas muito específicos, porque são compostos por espécies de plantas e animais que aguentam ventos fortes, ar carregado de sais provenientes do mar e solo pobre em matéria orgânica e muito poroso. Por todas estas razões, as dunas são um ecossistema frágil. Os veraneantes pisoteiam as plantas, passeiam de moto quatro poluindo o ar e o solo, os ventos de oeste e de norte arrastam as areias, as marés altas invadem as dunas... 
Há várias espécies de plantas características desta zona, mas aquela que mais contribui para fixar as areias e ajudar na formação deste ecossistema, é o estorno - Ammophila arenaria - planta gramínia que tem um rizoma subterrâneo que suporta os tufos flexíveis que ondulam ao vento.
No Parque das Dunas da Aguda (devem visitar) tem esta e outras espécies no seu meio natural e informações detalhadas sobre cada espécie.
Na próxima vez que for à praia, observe com atenção as dunas e perceba que existem muitas plantas que não vê noutro lado. Se observar mesmo com muita atenção, poderá ver borboletas, caracóis, sardões ocelados e besouros dourados... 
Apetece cantar a canção dos GNR (grupo musical do Porto) - "Dunas, são como divãs..."










































sexta-feira, 26 de junho de 2020

Camarinhas - Fruto da Planta Corema album


Portuguese crowberrys in Esmoriz by Conceição Santos

Chegou o verão e, com ele, na zona litoral do nosso país, chegam também as camarinhas.
São o fruto do arbusto camarinheira, espécie Corema album. Esta planta só existe em ecossistemas muito específicos, como a Mata Nacional do litoral Português. Cresce entre pinheiros, em solo arenoso e é dióica, ou seja, há plantas femininas e plantas masculinas. Apenas as femininas dão fruto, que fica maduro em agosto.
Lembro-me de comer camarinhas às "mãos cheias" quando ia fazer piqueniques em miúda, junto à praia que frequentávamos. São doces, mas ácidas ao mesmo tempo. Sumarentas, apesar de serem tão pequeninas. Parecem pérolas ao sol.
E têm um elevado valor nutritivo. São ricas em vitaminas, minerais e antioxidantes que protegem o organismo, porque melhoram o sistema imunitário.
Pena que estão em vias de extinção! A destruição do seu habitat é o principal responsável do seu desaparecimento.
Ai! Que saudades de as comer... 

sexta-feira, 19 de junho de 2020

A Rã Verde - Uma Saltadora e Nadadora Exímia


Green frog-pictured by Conceição Santos

A rã-verde (Rana perezi) é um animal anfíbio que vive em ambientes aquáticos de água doce, como albufeiras, riachos, lagos, lagoas, charcos... pode vê-la em Portugal, de norte a sul.
Salta e nada de forma exímia! Muitas vezes, conseguimos observá-la muito quieta e... de repente... um grande salto... e lá vai ela mergulhar e nadar para longe da nossa vista!!! Ou então, salta para caçar algum pequeno inseto de que se alimenta. Consegue saltar e nadar facilmente, graças aos seus membros posteriores mais compridos do que os anteriores, agindo como uma mola; por sua vez, as membranas interdigitais ajudam na natação.
A rã é um animal fantástico! Veja o vídeo.





domingo, 7 de junho de 2020

A Mais Completa Água Mineral - A Água do Mar



Está o verão à porta, as aulas quase a terminarem e apetece ir a banhos de mar. Tomar banho na água do mar dá prazer e faz bem à saúde.
A água do mar ocupa cerca de 70% da superfície do nosso planeta. Ela tem um poder antibiótico poderoso. Qualquer micróbio que não lhe pertença, a água do mar mata-o em algumas horas. 
É uma água muito rica em sais minerais. A salinidade média é de 35 por mil, ou seja, há em média, 35 gramas de sais em 1000 gramas de água. No entanto, cada mar e oceano tem a sua salinidade específica. Enquanto o Oceano Atlântico tem 35 por mil de salinidade, o Mar Vermelho tem cerca de 40 por mil e o Mar Negro tem apenas19 por mil.
No livro "Sol e Água do Mar" de Dominique Poncet é realçado o poder curativo da água do mar. 
Talvez por isso nos saiba tão bem apanhar uns banhos de sol e tomar a seguir um banho de mar e depois inverter tudo e acabar com mais uns banhos de sol para secar e aquecer o corpo. A pele absorve alguns dos oligoelementos  (elementos presentes em quantidades extremamente reduzidas) presentes na água do mar e isso ajuda o nosso sistema imunitário.
A água do mar não tem apenas sais minerais, mas uma imensa flora e fauna microscópicas - o Plâncton. É um ecossistema perfeitamente equilibrado.
Vai um mergulho no mar?



domingo, 31 de maio de 2020

Os Líquenes - Um "Casamento" Perfeito



Algumas pessoas pensam que os líquenes são plantas. Mas não são. Na realidade, são a associação de dois seres vivos muito diferentes - um fungo (geralmente maioritário no líquen) e uma alga ou cianobactéria. Estão juntos, porque beneficiam dessa união. A alga ou cianobactéria faz a fotossíntese e fornece nutrientes (açúcares) ao fungo; já o fungo dá proteção e mantém um ambiente húmido para a alga/cianobactéria poder elaborar os seus nutrientes. Fazem um par muito unido e que vive em ambientes pouco favoráveis a outros seres vivos - troncos de árvores e arbustos, muros, rochas, telhados, cercas de casas...
Muitos líquenes são utilizados como bioindicadores. Isto quer dizer que se há determinadas espécies de líquenes num ambiente significa que o grau de poluição é muito baixo. Ou o contrário - ausência de determinados líquenes faz prever que haja muita poluição naquela zona. Há mais de 15 000 espécies de líquenes, com aspeto folhoso, de crosta, de raminhos (vejam as fotos)... 
Digam lá se os líquenes não têm um "casamento" perfeito?!!!
















sábado, 16 de maio de 2020

Planta Invasora - O Jacinto-aquático (Eichhornia crassipes)




Flor de Jacinto-aquático fotografado na Pateira de Fermentelos por Conceição Santos

Estamos no auge da primavera. Como já falámos anteriormente, muitas plantas renovam as suas folhas, florescem, dão frutos e reproduzem-se. Ficam lindas!
Umas delas é o Jacinto-aquático. 
Como o nome diz, é uma planta aquática. Flutua em lagos, lagoas, rios e riachos com as suas folhas de um tom verde brilhante. Lá para junho começa a florir. Flores lilases, com a parte central raiada de roxo e amarelo. O Jacinto é uma planta muito bonita.
Pena que seja uma planta invasora! Mas o que é isso?
Uma planta invasora é uma planta que foi introduzida nos nossos ecossistemas e que se adaptou tão bem, mas tão bem, que em competição com as espécies nativas, vence! - ocupa o seu lugar, consome as suas fontes de energia (dióxido de carbono e água com sais minerais) e dificulta a vida de outras espécies de seres vivos. O Jacinto-aquático é uma planta que vive na água doce e que se reproduz sexuadamente, mas principalmente, reproduz-se de forma vegetativa - lança caules que criam raízes e folhas rapidamente e que se podem destacar da planta-mãe e ir colonizar outra zona do ecossistema aquático. Também se reproduz através das suas flores, dá frutos com sementes, que germinam facilmente, desde que haja muita humidade. Como cria prados verdes que tapam a entrada da luz na água, a oxigenação do ecossistema fica comprometida e muitas espécies aquáticas morrem ou desaparecem da zona infestada pela planta. No entanto, se for controlada a sua reprodução, algumas espécies animais lançam os seus ovos no interstício das suas raízes aquáticas e a planta torna-se um berçário. É preciso é controlá-la. E isso não é fácil.
O Jacinto é nativo da América do Sul, mas foi trazido para Portugal como planta ornamental, devido à sua beleza. Rapidamente se adaptou e infestou os ecossistemas aquáticos de água doce de norte a sul do país.
Um destes ecossistemas é a Pateira de Fermentelos. A maior lagoa natural de Portugal. Situa-se no centro do país, a sul de Aveiro e, na primavera, parece um campo verdejante devido ao manto flutuante de Jacintos (ver foto). Vale a pena ir até lá, num passeio de verão, após o desconfinamento provocado pela pandemia de Covid-19. Será bom fazer um piquenique nas margens desta bonita lagoa. E o Jacinto-aquático vai estar lá!


Jacintos a cobrir uma zona da Pateira de Fermentelos, fotografia de Conceição Santos